Kerolin está de volta à convocação da seleção brasileira para enfrentar a Argentina nesta terça-feira, na Arena de Pernambuco, depois de cumprir suspensão na partida anterior entre as equipes. A atacante, hoje a transferência mais valiosa da história do futebol feminino brasileiro, deve recuperar a titularidade e também a camisa 10, símbolo que carrega desde o início do ano em boa parte dos compromissos da Amarelinha.
O motivo da ausência no primeiro duelo
A expulsão de Kerolin aconteceu em junho, durante a vitória brasileira por 1 a 0 sobre os Estados Unidos, partida marcada por uma confusão generalizada em campo. Além dela, Tarciane, Bia Zaneratto e o técnico Arthur Elias também foram expulsos na ocasião e já cumpriram suas respectivas punições no primeiro jogo contra as argentinas, vencido pelo Brasil por 3 a 1 em Porto Alegre. Ludmila, outra expulsa daquele confronto com os EUA, não foi chamada para esta Data Fifa.
Uma volta e tanto de mudanças
Desde que vestiu a camisa canarinho pela última vez, Kerolin viveu uma guinada e tanto na carreira. Em junho, ela ainda defendia o Manchester City, clube pelo qual atuou por duas temporadas e se tornou a primeira brasileira a conquistar o Campeonato Inglês. Um mês depois dos jogos contra as norte-americanas, foi vendida ao Barcelona por 1,2 milhão de euros - cerca de R$ 7 milhões -, valor que a transformou simultaneamente na contratação mais cara da história do clube catalão, na venda mais alta já feita pelo City e na transferência mais valiosa envolvendo uma jogadora brasileira, superando a saída de Amanda Gutierres do Palmeiras rumo ao Boston Legacy. Pela nova equipe, Kerolin já soma oito partidas, seis delas como titular, e um gol marcado.
A disputa pela camisa 10
Com Marta fora das últimas convocações, o número 10 da seleção passou a ser gerido por Arthur Elias entre diferentes atletas. Kerolin foi quem mais vestiu a numeração em 2026, usando-a em duas das três Datas Fifa disputadas antes dos jogos contra a Argentina - a exceção foi justamente o duelo com os Estados Unidos, quando atuou com a 11 por conta da presença de Marta. Duda Sampaio e Gabi Zanotti também já usaram a 10 em janelas recentes, mas não foram convocadas para o momento atual, o que reforça a tendência de Kerolin retomar o número nesta terça.
Estreia com gol e sequência de bons números
A primeira vez de Kerolin com a 10 foi em fevereiro, na vitória por 5 a 2 sobre a Costa Rica, partida em que ela também balançou as redes. Repetiu a numeração contra Venezuela e México na mesma data Fifa e voltou a carregá-la no Fifa Series, torneio amistoso disputado em Cuiabá em abril, quando o Brasil venceu Coreia do Sul, Zâmbia e Canadá. Na ocasião, Kerolin foi eleita a melhor jogadora da competição, com dois gols e duas assistências em três partidas.
Trajetória consolidada na seleção
Revelada na seleção ainda em outubro de 2018, sob o comando de Vadão, Kerolin ganhou protagonismo definitivo a partir da chegada de Arthur Elias ao cargo, em setembro de 2023. Desde então, foram 12 convocações, 61 partidas disputadas e 15 gols marcados. No currículo, duas Copas América (2022 e 2025) e a medalha de prata conquistada nas Olimpíadas de Paris.
O Brasil volta a campo contra a Argentina às 20h30 (horário de Brasília) desta terça-feira, na Arena de Pernambuco, em Recife, com transmissão da Globo, do sportv e do ge tv. Antes do fim do ano, a seleção feminina ainda enfrentará o Japão em dois amistosos, no dia 29 de novembro, em Hiroshima, e em 5 de dezembro, em Okayama.